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Enogastronomia na Costa Azul

Esta região de vinhos foi a zona que viu nascer produtores vitivinícolas que ainda hoje consideram a sua arte como o seu único modo de vida. À sua mesa, peixe e marisco trazem-lhe os sabores e os aromas do mar. Uma visita às suas propriedades é sempre um excelente pretexto para tomar conhecimento das suas histórias de vida, dos seus patrimónios, das artes, tradições e arquitetura da região e claro conhecer a sua gastronomia.

No que lhe diz respeito as zonas costeiras e interiores estão de acordo: peixe e marisco da primeira temperados com as ervas do interior invadem os pratos desta região. São duas diferentes tradições e mundos que no prato se cruzam e se mistura com a mestria dos que sabem potenciar os seus ingredientes. Essa riqueza não tem um dono especial. Ela foi inventada por todos, tendo o testemunho sido passado desde à muito de geração para geração…

Existem 2 tipos de paisagem na provincial de Setúbal: uma é caraterizada pelas vinhas plantadas em solos argilo- calcários entre os 100 e os 500mts de altura. Nestes terrenos, localizados nas encostas da serra da Arrábida, as vinhas encontram-se protegidas da influência abrasiva do Atlântico. A outra área, de solos arenosos, representa 80% da superfície total da zona demarcada de vinhos de Setúbal e inclui superfícies planas ou ligeiramente onduladas raramente excedendo os 150mts de altura. Estes solos são pobres mas ideais para a cultura de vinhas de alta qualidade.

A zona de vinhos de Setúbal é pioneira fazer vinhos bem construídos, como é o caso do vinho fortificado Moscatel de Setúbal. Embora a região só tenha sido demarcada em 1907 a produção deste vinho data de muitos séculos antes.

 

Património na Costa Azul

Encontre a verdadeira natureza da Costa Azul – o ex-libris da serra da Arrábida o Convento da Nº Srª da Arrábida, os castelos que defendiam Lisboa e a arte dos azulejaria Portuguesa.

A Costa Azul é um mosaico de possibilidades: da arte de fazer azulejos até aos passeios com golfinhos no estuário do Sado, das igrejas barrocas de Setúbal até à flora única da serra da Arrábida; cultura e natureza estão totalmente integradas neste mundo que o espera. Bem-vindo à natureza autêntica da Costa Azul.

Algo a não perder nesta sua visita é o Convento da Nª Srª da Arrábida, originariamente fundado pelos monges franciscanos que construíram celas, uma igreja e outros edifícios exteriores ao recinto original em 1542. Esta magnifica construção de pequenos edifícios nas encostas da serra assemelham-se a uma pequena aldeia com vistas magnificas para o mar e para a península de Tróia.

Se estiver interessado em conhecer a vida marítima da região, então é indispensável conhecer o forte da Arrábida, datado do séc. XVII. A sua missão original era defender a costa dos ataques de corsários e piratas; hoje alberga o Museu Oceanográfico do Parque Natural da Serra da Arrábida.

Para aqueles que gostam de castelos este é o local para se visitar: relativamente próximo vai encontrar 3 castelos que defendiam Lisboa no Sul, no oeste (Atlântico) e no Este (interior). Hoje podemos caminhar dentro das suas muralhas e perguntarmos a nós próprios como foi possível a uma tão pequena população (à altura) viver e prosperar entre ataques, que poderiam provir de tantos lados.

Nenhum tour à zona de Setúbal deverá terminar antes de se fazer uma paragem no Cabo Espichel, onde a Nº. Srª. do Cabo se encontra. O seu culto faz-nos recuar até a 1366. Neste local cheio de força e beleza agreste, construído em condições de grande dificuldade temos que olhar para o cenário quase cósmico, que se depara perante os nossos olhos: desde os dinossauros cujas pegadas ficaram para sempre inscritas nas falésias rochosas do local, até aos cultos de devoção a Nossa Srª. do Cabo, que afluíam aqui vindo de paragens distantes, tudo é mistério nesta paisagem e nestes edifícios religiosos…

 

Natureza na Costa Azul

Ao longo da Costa Azul existem sítios onde o ritmo frenético da vida é rapidamente esquecido e onde a natureza é revelada na sua plenitude. Venha e veja por si próprio.

 

A um passo do Paraíso

Ao longo da Costa Azul existem sítios onde o ritmo frenético da vida é rapidamente esquecido e onde a natureza é revelada na sua plenitude. Uma longa costa de praias acolhedoras, baias seguras e areias convidativas chamam os que os visitam para as férias de Verão.

Esta zona candidatou-se e já obteve vários prémios: único parque marítimo em Portugal, Membro do Club das mais bonitas baias do Mundo e candidato a Património Mundial. Impressionante não acha?

As praias são muitas vezes um fator decisivo para a escolha de férias e esta zona tem a esse respeito uma grande variedade de escolha. De que estamos afinal a falar? De cerca de 25kms de costa onde poderemos encontrar uma lagoa (separado do mar por dunas) de água doce e água salgada, muito procurada pelos praticantes de windsurf e outros desportos aquáticos. Temos de seguida o Meco, praia naturista cuja aldeia é muito procurada pelos Lisboetas devido à sua ambiência de praia e aos seus restaurantes com ambiente requintado, mas informal ao mesmo tempo. Existe ainda o Portinho da Arrábida com baias mais discretas e oferecendo um contacto mais intimista com o mar e por último temos a vila de Sesimbra situada numa encosta da serra da Arrábida e conhecida pelo seu peixe e marisco fresco. Impossível? Venha comprovar por si mesmo.

Mais a Sul o estuário do rio Sado tem outra importante reserva natural. Este vasto ecossistema comunica com o Oceano Atlântico e tem um notável diversidade de paisagens (cerca de 25.000hectares), por essa mesma razão. A reserva inclui no seu interior bancos de areia, zonas pantanosas, canaviais e matas. Mas a atração principal da reserva são as dúzias de golfinhos que vivem no estuário e deliciam crianças e adultos. São únicos em Portugal e muito fáceis de observar. Outras espécies em perigo na zona, são o morcego e a lontra.

 

ARTE

monumentos, edifícios e lugares de interesse histórico, estações arqueológicas visitáveis, igrejas e velhos conventos - a Região de Turismo de Setúbal/Costa Azul oferece-lhe uma enorme variedade de situações em que pode juntar à frutuosa lição de história regional e local uma agradável experiência estética no contacto com a arte do passado. Toda uma visão do nosso percurso histórico e artístico como região do pequeno mas diversificado todo nacional está à vossa disposição, basta escolher o itinerário que mais lhe agradar ou o roteiro de que tem necessidade para completar as suas investigações, juntando-lhes o indispensável contributo do lazer, disfrutando das múltiplas possibilidades de descanso e recreação que esta bela área do território português tem para dar.

MUSEUS

0s museus são, não apenas os grandes repositórios dos vestígios materiais do homem e do meio que nos rodeia, mas também os lugares privilegiados onde se encerra a nossa memória colectiva, mostrando a quem nos visita quem fomos, o que somos e muito do que queremos conservar para o futuro. Mercê da acertada política cultural que tem vindo a ser prosseguida pelas autarquias da região, o panorama museológico que temos para oferecer ao visitante nacional ou estrangeiro é rico e variado, respondendo às necessidades locais e permitindo uma visão ampla de uma herança natural e cultural. Das galenas de arte às reservas naturais, passando pelas colecções de arqueologia, e pela história do trabalho, um mundo de referências está à espera de si...

Se procura museus de arte tem de deslocar-se a Setúbal onde o decano dos museus da região - o Museu do Convento de Jesus - apresenta valiosas colecções nacionais e estrangeiras de pintura, escultura, ourivesaria e azulejaria que se estendem do séc. XV aos nossos dias, realizando igualmente exposições regulares de arte contemporânea. A galeria de artes visuais da Casa de Bocage, em Setúbal, e a Galeria Municipal em Almada, são os outros espaços públicos da região em que a Arte Contemporânea tem programação de destaque ao longo de todo o ano.

 

ARQUEOLOGIA

Se os seus interesses se orientam mais para a Arqueologia, tem de começar a visita, também, por Setúbal, onde o Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrio de Setúbal ilustra brilhantemente e com notável espólio o passado do homem nesta região desde a mais remota antiguidade. Outros valiosos museus de arqueologia existem em Sesimbra (Museu Municipal), em Alcácer (Museu Municipal) e em Sines (Museu Arqueológico Municipal), possuindo colecçóes de importância à escala nacional, sem esquecer os excelentes núcleos dos Museus Municipais de Santiago do Cacém, de Alcochete e de Almada (este ainda em organizaçáo).

Nos nossos dias, o interesse crescente pela ecologia e a preocupação pela preservação do ambiente e das actividades tradicionais têm vindo a proporcionar o aparecimento de novos tipos de museu, como os ecomuseus ou as reservas naturais, passando pela renovação da abordagem da etnografia e da própria história das sociedades. Foi neste contexto profundamente inovador que surgiu o Eco-Museu Municipal do Setúbal, polinucleado, permitindo ao visitante perceber o funcionamento de um Moinho de Maré (em Corroios) ou a construção de embarcações tradicionais (Núcleo Naval, na Arrentela). O Museu do Trabalho de Setúbal, graças a uma rica colecção de etnografia e de arqueologia industrial, tem procurado apresentar a variedade do mundo do trabalho, dedicando-se especialmente à história da indústria conserveira, tão importante nesta região nos últimos 140 anos. Outros museus municipais, como os de Alcochete (importante Núcleo do Sal, recentemente inaugurado) e de Santiago do Cacém fazem representar com destaque e originalidade a riqueza etnográfica dos seus territórios. A região espera por si em Sines, no Museu de História Natural, que apresenta valiosos e raros espécimes da fauna local e até do norte da Europa. Finalmente, uma grande lição de arqueologia industrial e de história do movimento operário pode ser obtida numa visita ao Barreiro ou a algumas fábricas do norte da Costa Azul, ainda à espera da necessária museolização.

O rico passado arqueológico de toda a região náo se encontra apenas recolhido nos diversos museus, subsiste em numerosíssimas estações arqueológicas espalhadas por todo o território, umas visitáveis pelo grande público, outras apenas interessando ao especialista, outras, ainda, em curso de investigação, cobrindo um longo arco cronológico, que se estende do Neolítico até ao final da ocupação romana ou mesmo à Época dos Descobrimentos. Da era neolítica torna-se indispensável visitar as grutas funerárias da Quinta do Anjo, no concelho de Palmela. O Calcolítico está representado nas estações do Monte da Caparica (Almada), do Monte da Tumba (Torrão, Alcácer do Sal), do Padrão e do Castro da Rotura (ambos em Setúbal), estando os respectivos espólios recolhidos nos museus das localidades. Uma ocupação continuada da Idade do Ferro à época romana foi referenciado em Alcácer e em Setúbal.

A colonização romana deixou importantíssimos vestígios, do chamado Porto dos Cacos (em Alcochete) até à Ilha do Pessegueiro, em Sines, passando por instalações de tipo industrial no Baixo Sado (fábricas de salga de peixe, olanas) e por santuários, termas e um hipódromo (Miróbriga, Santiago do Cacém). Os núcleos visitáveis encontram-se em Setúbal (no r/c da sede da Região de Turismo da Costa Azul), em Tróia (com interessante ocupaçáo paleo-cristã) e na já referida estação de Miróbriga.

Sendo escassos ou pouco significativos os vestígios encontrados de épocas posteriores ao século VI D.C., para além do recolhido nos Museus locais ou do que está em curso de investigação, em Palmela por exemplo, cumpre referir os fomos para fabrico do biscoito para os navios da era das Descobertas da Mata da Machada, no Barreiro (século XV e XVI).

MONUMENTOS

0s núcleos monumentais da Costa Azul permitem-nos percorrer uma verdadeira História da Arquitectura e da Arte em praticamente, todos os sectores da Idade Média aos nossos dias.

 

Os castelos medievais de Palmela, Sesimbra, Alcácer, Santiago e Sines, ainda que remodelados ou acrescentados em épocas posteriores, introduzem o visitante na evocação da Ordem de Santiago, que governou a região desde o século XIII aos inícios do XIX. À custa do povo foram edificadas as muralhas do séc. XIV de Setúbal de que restam significativos troços ilustrativos de uma cintura de muralhas que rodeava um importante núcleo urbano da Baixa Idade Média. A Torre medieval do Ourão ainda se distingue no meio da fortaleza seiscentista, náo sendo tão nítida a conservação da contemporânea Torre Velha, junto ao lagareto, em Almada. Da época filipina e da Restauraçõo restam-nos várias jóias da arquitectura militar, em Setúbal (A Fortaleza de São Filipe dos finais do séc. XVI, em excelente estado de conservação; a cintura de muralhas seiscentistas do infelizmente arminado Forte Velho) em Sines (Ilha do Pessegueiro, Porto Covo), em Palmela (muralhas seiscentistas rodeando o Castelo), em Almada, ou na linha de costa entre Albarquel e Sesimbra (vários fortes e fortins do séc. XVII).

 

A arquitectura civil dos séculos XVI a XVIII conhece, nesta região notáveis exemplares de importância nacional, como sejam os visitáveis palácios renascentistas da Bacalhoa e da Quinta das Torres, em Azeitão, ou o seiscentista Palácio dos Duques de Aveiro, no centro da mesma localidade. Outros palácios ou casas solarengas espalham-se pelas aldeias circundantes desta aprazivel área que só tem tímido paralelo de concentração monumental de palacetes, na igualmente solarenga Santiago do Cacém, no sul do Distrito, ou no Centro Histórico de Setúbal (destacando-se, neste contexto, a Casa do Corpo Santo, antiga sede da Região de Turismo, exemplar barroco com capela anexa), sem esquecer os belos Paços do Concelho de Palmela, exemplar dos sécs. XVII e XVIII.

A arquitectura religiosa é, naturalmente, a mais numerosa e significativa para os séculos anteriores a 1800. Desde o romano-gótico da Igreja de Santa Maria do Castelo, em Alcácer do Sal, ao tardo-gótico da notável Igreja de Santiago, em Palmela, da Matriz de Alcochete, da Matriz de Santiago do Cacém ou da Capela dos Cazal na Matriz da Moita, é pouco mas bom o que há para ver do que nos ficou até ao limiar de quinhentos. Na Matriz de Santiago náo pode deixar de contemplar o maior relevo gótico português: o Santiago Matamouros oferecido pela aia da rainha Santa Isabel, a princesa bizantina D. Vataça. Na Moita espera-o o único túmulo gótico com estátua jacente - o de Fernão do Cazal, herói na Batalha de Toro - existente na Costa Azul.

 

A época e o gosto manuelino estão notavelmente bem representados na Igreja e Convento de Jesus, em Setúbal, na Matriz do Torrão e nos portais da Igreja de S. Julião e do Convento de S. João, em Setúbal, e na Ermida de Nª Sª das Salvas, em Sines, mandada edificar pelo grande navegador Vasco da Gama, natural dessa vila. No entanto um pouco por toda a região se encontram portais e janelas desta época.

Os melhores exemplares do gosto clássico introduzido entre nós pelo Renascimento encontra-se em Alcácer do Sal (Capela das Onze Mil Virgens, no Convento de Santo António), em Palmela (Igreja de Sáo Pedro), em Setúbal (Catedral de Santa Maria da Graça), no Montijo (Matriz) e em Alcochete (Igrejas de Nª Sª da Vida e da Misencórdia).

Se é apreciador de pintura antiga que está fora dos museus não pode falhar a Sala de Arte Sacra da Misencórdia de Sesimbra, onde o espera um excepcional painel de Gregório Lopes, a Paroquial de Santa Suzana perto de Alcácer, ou o Santuário barroco do Cabo Espichel, sem esquecer o magnífico núcleo da Misericórdia de Alcochete, a musealizar em breve na igreja da Confraria.

O melhor que o Barroco tem para oferecer, na região, está à sua espera na azulejana e na talha de muitas igrejas de Sesimbra, Alcochete, Alcácer e, sobretudo, de Setúbal e Azeitão. Destaquem-se a capela das Fortalezas de São Filipe e do Outão, as Igrejas de S. Simão e de São Lourenço em Azeitão e de São João, da Conceição e da Graça de Setúbal. Um núcleo especialmente interessante é constituído pela arquitectura despojada dos conventos capuchos da Província da Arrábida, espalhados pela Península de Setúbal (Capanca, Verderena, Alfenzlra, Arrábida). Região com bons portos, muitos dos seus habitantes se envolveram na gesta da expansão, tendo muitos regressado do Oriente com imagens em marfim, a mais notável das quais se encontra na Ermida do Senhor dos Navegantes, no Montijo.

 

Galeria